O PRINCÍPIO DE INDIVIDUALIDADE

Individualidade, uma existência única, características distintas. Tudo que Deus criou foi de maneira única, os dias da criação, o homem e a mulher.

Por toda a Escritura podemos ver Deus trabalhando de maneiras diferentes com pessoas, nações e cidades.

Jesus, em seu ministério, agiu e ensinou de maneiras diversas. Algumas vezes usou preleções, contou parábolas, mostrou de maneira prática.

Quando chegou ao templo usou o chicote para repreender. Algumas vezes, quando questionado, respondia com outra pergunta, levando seus ouvintes a reflexões, sempre considerando a individualidade de cada pessoa e de cada situação.

Precisamos fazer renascer em nosso convívio social este princípio: respeitar a individualidade do outro e tratar cada pessoa, cada situação, considerando as características únicas que envolvem cada um de nós.

O princípio da individualidade não pode ser confundido com o individualismo. No individualismo a pessoa está centrada nela mesma. É exatamente o extremo da individualidade que leva o ser humano a não respeitar o outro e fazer da divergência de idéias um motivo de conflitos e isolamento, pois no individualismo não cabem a liberdade e o espaço do outro.

Às vezes desejamos que Deus faça em nossas vidas aquilo que Ele faz na vida de outros, e chegamos a achar que Deus trabalha de forma a privilegiar alguém. Lembre-se que Deus nos trata individualmente e sabe exatamente em quais áreas deve trabalhar, assim como foi com José, Davi, Paulo e tantos outros.

Ao compreendermos o princípio da individualidade, mudamos a maneira de nos relacionarmos com as pessoas. Compreendendo-as e aceitando seus limites, passamos a considerar o contexto de cada uma, com suas experiências, e não seremos mais tão afoitos e rigorosos em nossos julgamentos.

Tornamo-nos longânimos, compreendemos que algumas pessoas são limitadas em determinadas áreas, e não atingem os mesmos alvos no tempo que desejamos, ou não são tão habilidosas para determinadas tarefas. E eu e você? Assim também apresentamos limitações em outras áreas. Como os casamentos e a convivência com nossos filhos poderiam ser diferentes se compreendêssemos a individualidade de cada um. Muitas vezes nos irritamos por não “suportarmos” uma característica de alguém que na realidade não é nenhum erro, mas é diferente da nossa maneira de agir e isso se torna um ponto de conflito.

Você pode se lembrar agora de uma experiência assim? O mais importante quando compreendemos este princípio da individualidade é crermos no poder de Deus em agir e transformar a vida das pessoas, deixando de lado a ideia de que nós podemos transformar alguém com a nossa fala, crítica ou julgamento. Como é bom saber que o nosso Deus nos vê de maneira única, compreende e aceita nossas limitações!

Minha saudosa mãe Eunice nos comparava aos dedos das mãos, pois somos cinco filhas, cada uma ela citava com as características que ela notava e realçava, trazendo a individualidade a cada uma de nós. Uma era o polegar, outra o indicador, médio, anular e mínimo. Ela fazia isto poeticamente até, mas apesar de sermos diferentes em muitas coisas todas éramos suas filhas.

 

Reflexão :

  • Você tem reconhecido a individualidade das pessoas que convivem com você?
  • No relacionamento conjugal você considera a história de vida, as experiências vividas pelo seu cônjuge, para poder compreendê-lo(a)? Ou você quer que tudo seja do seu jeito, considerando a sua experiência e o que você já alcançou?
  • Você reconhece as características diferentes de personalidade de cada um dos seus filhos (as), sabe como tratá-las?
  • No relacionamento com seus pais, você considera o contexto de vida, experiências e oportunidades que eles já viveram ou você quer moldá-los, encaixá-los dentro do seu contexto?

 

*Texto extraído do livro “Cristãos em tempo integral, Vivendo os princípios bíblicos”

Autora – Hélvia Alvim Freitas Brito.